Especialista explica os cuidados que uma corredora deve ter com a higiene íntima

outubro 31, 2014
admin
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Hoje nosso papo é com a ginecologista do esporte, Tathiana Parmigiano, de São Paulo, uma das maiores autoridades em saúde da mulher atleta.

Levantamos as principais dúvidas que rondam a vida da corredora e a médica esclarece tudo aqui. Confira:

Que cuidados a corredora deve ter na hora de escolher a lingerie para a prática esportiva? A calcinha tem de ser de algodão? 
A lingerie deve ser escolhida levando em conta o conforto e sua capacidade de dissipar o calor. Apesar de existirem diversos tipos de tecidos, o algodão ainda é o mais indicado. Algumas peças são de algodão ou apresentam o forro com esse material, mas não deveriam ser utilizadas para o exercício – como o caso de calcinhas pequenas (do tipo “fio dental”), de renda ou com elásticos finos e apertados.

Pode correr menstruada? Que tipo de absorvente usar?

A menstruação nunca deve interromper o planejamento de treino. Não há contraindicação para se correr menstruada. Não existe nenhum benefício específico em relação a um tipo ou outro. A durabilidade, o material ou o conforto das diferentes marcas fará com que cada mulher escolha o que for de sua preferência e o troque de acordo com seu fluxo. Vale lembrar que a troca deve ser realizada várias vezes ao dia, mesmo quando o fluxo for pequeno. Em relação ao uso de absorventes internos, o ideal é que sejam trocados a cada 3 ou 4 horas ou período menor se o sangramento estiver intenso. Para quem tem competições agendadas, o fluxo menstrual pode se adequar ao calendário competitivo por meio do uso de contraceptivos hormonais.

É recomendado o uso de protetor diário de calcinha?

O ideal é que não seja usado, porque pode propiciar a manutenção do calor local. Mas muitas mulheres optam por essa prática. Nesse caso, há marcas que apresentam materiais “respiráveis” ou que apresentam apenas uma faixa mais central, minimizando o calor. Infelizmente, muitas mulheres recorrem ao uso do protetor ou mesmo de absorventes por apresentarem perda urinária durante o exercício. Vale ressaltar que essa patologia, denominada incontinência urinária de esforço, acomete mais de 50% das corredoras e deve motivar a busca de avaliação ginecológica específica. Toda corredora deve ser conhecedora da musculatura que integra o assoalho pélvico e o fortalecimento do mesmo deve fazer parte de sua rotina de exercícios preventivos regulares.

Usar a calcinha o dia inteiro e depois ir treinar pode favorecer infecções?
O ambiente quente e úmido pode favorecer algumas alterações vaginais, promovendo o que chamamos de leucorreia ou “corrimento”. Isso ocorre principalmente no verão com todas as mulheres, mas as corredoras estão constantemente em maior risco. A leucorreia pode ser fisiológica, ou seja, fazer parte do metabolismo normal da mulher. Por isso, um pouco de secreção vaginal não deve ser considerada doença. Entretanto, quando se alteram as condições internas da vagina, levando à alteração do pH vaginal, pelo suor, pelo calor, pela vestimenta ou pela higiene inadequada, podem aparecer prurido, odor e aumento da secreção. E isso tem que ser tratado. Dormir sem calcinha ou trocá-la após o treino (até que o banho aconteça) são medidas básicas para minimizar alterações indesejáveis.

Pode dispensar a calcinha e usar somente o short com forro para correr?
Depende do material do forro e do quão confortável ele se apresenta. Mas nem sempre o material do forro é o ideal para ficar em contato com a área genital, que ainda enfrenta o atrito e o suor. É mais interessante correr de calcinha e, após o treino, usar apenas um short limpo. Como tendem a ser mais largas, as peças com forros costumam permitir boa ventilação, ideal neste momento pós-treino. Se essa não for uma característica do short e de seu forro, então seu uso sem calcinha não está recomendado nem mesmo nessa hora.

Que cuidados ter logo após o treino? Se não puder tomar banho imediatamente após o exercício, vale usar lencinhos de limpeza íntima?
O principal cuidado é a troca da calcinha suada, especialmente se o banho não acontecer logo na sequência do treino. Os lencinhos não devem ser usados como rotina, pois também deixam a região úmida, perpetuando os fatores que determinam a alteração de pH vaginal. Mas situações de exceção não serão prejudiciais.

Pode lavar a calcinha no banho e deixá-la secando no banheiro?
Toda mulher deveria lavar sua própria calcinha e esse hábito deve ser ensinado às meninas desde jovens. É também uma maneira de se observar alterações das secreções vaginais. O banheiro, no entanto, não é o local correto para que a peça fique secando, por ser potencialmente úmido. Pendure a calcinha em ambiente arejado, para que seque efetivamente depois de limpa.

Fonte: Veja SP

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