Quando malhar é o melhor remédio

fevereiro 10, 2015
admin
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Malhar é bom não só para a mulher ficar em paz com a balança. Além de perder os indesejáveis quilos a mais, fazer exercício físico ajuda a prevenir e tratar uma série de doenças e incômodos que afetam a população feminina. A começar pela TPM (Transtorno Pré-menstrual), distúrbio que atinge mais de 50% das que estão em período fértil, deixando-as à beira de um ataque de nervos e aterrorizando seus companheiros.

Não se sabe ainda ao certo o que provoca essa explosão mensal de sintomas, mas estudiosos supõem que os hormônios progesterona e estrogênio podem interagir com neurotransmissores (substâncias químicas existentes no cérebro) resultando na TPM.

De concreto, sabe-se que atividade física traz alívio a esses sintomas. “Exercícios aeróbicos oxigenam as células, reduzindo o inchaço. Também liberam hormônios chamados endorfinas, que proporcionam prazer, aliviando a irritabilidade e a depressão”, explica o ginecologista Waldemy Carvalho.

Essas mesmas endorfinas têm efeitos analgésicos em quadros de dores intensas e que têm maior incidência nas mulheres como fibromialgia e enxaqueca. “A substância age de forma semelhante à morfina. Por isso, além de medicamentos, sempre prescrevo exercícios físicos para minhas pacientes”, revela o neurocirurgião Marcelo Valença.

Até mesmo a memória pode ser estimulada com a malhação. Valença afirma que a atividade física amplia a área do cérebro chamada hipocampo, ligada à memória. “Estudos mostram que, em idosos que executam atividades aeróbicas regulares, o hipocampo é maior do que aqueles que não realizam. Isso foi comprovado por ressonância magnética”, evidencia. Os resultados dessas pesquisas levaram a incluir a atividade física no arsenal terapêutico das pessoas com Doença de Alzheimer, outro mal que afeta mais mulheres do que homens.

Neurocirurgião Marcelo Valença chama atenção de que até a memória pode ser estimulada com os exercícios
Neurocirurgião Marcelo Valença chama atenção de que até a memória pode ser estimulada com os exercícios
O mesmo ocorre com a depressão. De acordo com Valença, os exercícios aliviam os sintomas da doença porque ativam circuitos neurais ainda pouco conhecidos da ciência. “Sabe-se que na pessoa depressiva algumas regiões do córtex cerebral estão atrofiadas. A atividade física, juntamente com medicamento e mudança no estilo de vida, poderia ajudar a reverter essa situação”, diz o neurocirurgião.

Os efeitos benéficos da malhação são tão evidentes que levou o Departamento de Educação Física da UFPE a criar o programa Qualis Vida, que oferece à população em geral (homens e mulheres) várias modalidades de atividade física. Também são realizadas pesquisas a partir dos resultados obtidos com o programa. A aposentada Josefa Ângela da Conceição, 65 anos, é uma das beneficiadas. Ela tem hipertensão e diabetes, dois fatores que predispõem às doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral, que são as principais causas de morte nas mulheres.

Em apenas 15 dias praticando exercícios aeróbicos e musculação, o nível de açúcar no sangue de Josefa reduziu e a pressão arterial, que chegava a 16/8, hoje está em torno de 13/8 e já atingiu até 12/7. O que aconteceu com Josefa é que os exercícios a ajudaram a reduzir as chamadas taxas bioquímicas (colesterol, glicemia, triglicerídeos), segundo explica o chefe do Departamento de Educação Física da UFPE, Paulo Carvalho. Mas os efeitos vão além disso: “Os exercícios também aumentam o calibre dos vasos sanguíneos, fazendo com que o fluxo do sangue passe com mais facilidade por eles, reduzindo a pressão arterial”, esclarece Carvalho.

Satisfeita com os resultados da malhação, Josefa sabe que, a partir de agora, praticar exercícios físicos é uma atividade para toda a vida. “Nunca mais vou parar de malhar”, diz Josefa enquanto “puxa ferro” na academia da universidade.

Fonte: NE 10

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