Consequências do Horário de Verão: no Organismo e no Psicológico

novembro 04, 2014
admin
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Você sabia que o criador do horário de verão foi Benjamin Franklin, no ano de 1784? Pois é. E você sabe qual a razão? Como ele era um homem de muitos ofícios (jornalista, editor, autor, diplomata, inventor, enxadrista estadunidense, filantropo, abolicionista, funcionário público,cientista etc), precisava aproveitar bem o dia, para que pudesse desenvolver satisfatoriamente todas as suas atribuições. E, como naquela época não existia luz elétrica, percebeu que se o relógio fosse adiantado em uma hora, era possível obter um melhor aproveitamento da luz solar, possibilitando a “extensão” do dia.

Tal constatação adveio em razão da observação, por Benjamin Franklin, que durante uma parte do ano, ou seja, nos meses de  verão, o nascimento do sol acontecia antes que a grande maioria das pessoas se levantassem. Assim, concluiu que, se nesses meses, o relógio mecânico fosse antecipado em uma hora, as pessoas poderiam trabalhar em consonância com a  luz do sol, aproveitando o período diurno, e, por consequência, evitando o consumo avultante de velas.

Contudo, a sociedade norte americana não aceitou tal inovação, de forma que o horário de verão não foi aplicado nos Estados Unidos nessa época.

No Brasil o horário de verão teve início no governo de Getúlio Vargas, passando a vigorar, pela primeira vez, do dia 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. O objetivo da implantação desta “novidade” era proporcionar uma redução significativa na geração e consumo de energia elétrica, através de um melhor aproveitamento da luz solar. Entretanto, esta novidade não prosperou, de forma que durante 18 anos não se teve o horário de verão.

Ocorre que, nos idos de 1985, aconteceu uma significativa queda no nível de água dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras,razão pela qual foi necessário adotar medidas de restrição do consumo de energia elétrica, dentre elas, o horário de verão, o qual permanece até os dias atuais. O que não se discute, é o fato de que, alterando o relógio mecânico, naturalmente ocorrerá uma mudança no relógio biológico, a qual provocará alterações orgânicas e como consequência, o estado físico, emocional e psicológico do ser humano será afetado.

Por tal razão, é corriqueiro ouvir pessoas se queixarem de sonolência e irritabilidade. Isso se dá porque o adiantamento do relógio mecânico  gera perda de sono (o indivíduo dorme mais tarde e levanta mais cedo), o que acarreta diminuição na qualidade de vida, e como consequência negativa, surgem certos “sintomas”, tais como: mau humor, irritação, cansaço, dificuldade de concentração, stress, perda de memória, falta de paciência e desanimo.

 É importante ressaltar que, segundo estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, 40% da população brasileira sofre de insônia, um distúrbio do sono, e, no horário de verão, esta se agrava muito mais, pois além da desorganização sofrida pelo organismo, ocorrem também mudanças na rotina diária, como por exemplo, enquanto mais a pessoa tenta dormir e não consegue, mais aumenta o sentimento de frustração e ansiedade, fatores determinantes para o comprometimento do sono.

Além do aspecto psicológico, o horário de verão também traz prejuízos sociais, como o aumento da insegurança. O medo aumenta porque  as pessoas saem de casa quando ainda está escuro, e muitas delas não dispõem de um carro, de forma que chegam ao seu destino à pé. A incerteza em não saber se chegarão bem a seu destino, gera aflições e emoções negativas como a ansiedade e a angustia, favorecendo a insatisfação pela imposição em ter que aceitar o novo horário.

Por outro lado, é necessário considerar que o ser humano é indivíduo único, dotado de grande complexidade, o que permite comportamentos e reações diferentes diante da mesma situação. Assim, enquanto tem pessoas que levam de uma a duas semanas para se adaptar ao novo horário, tem outras que se ajustam rapidamente e aproveitam muito mais seu tempo buscando melhor qualidade de vida.

É certo que nem sempre as pessoas se preparam para enfrentar as mudanças que o novo horário requer, mas existem formas de amenizar o impacto que ele causa no organismo e no psicológico, como exemplo, mudanças de hábitos e métodos que favoreçam benefícios para o corpo e a mente, como procurar dormir pelo menos meia hora mais cedo, aproveitar o tempo e fazer uma atividade física,  sair com amigos e familiares, fazer uma boa leitura, enquanto isso o corpo e a mente vão se adaptando de forma progressiva para melhorar a qualidade de vida daqueles que sofrem com as mudanças nesse  momento.

Fonte: DM

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